sábado, 21 de fevereiro de 2009

Luiz

Meu belo!
Pernas que te enraizam no chão.
Cajado.
Pernas brancas.
Você ali sentado,
Livro junto aos olhos,
Quase cego.
Ali te vejo, querido,
Onça no chão,
Poltrona,
E todo este mundo que te rodeia: livros.
Querido que eu adorava,
De longe...
Como seduzí-lo se a vingança viria a cavalo?
Assim eu ficava, pequenininha,
A olhar teus olhinhos pequeninos atrás das lentes.
Tuas pernas,
raiz branca na terra de Araruama,
Pernas que me levavam a passear no amanhecer.
Potira,
e quem mais não lembro!
Mas sei que no fundo do meu coração,
Na minh’alma,
Lá está você,
Raiz.

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