Meu belo!
Pernas que te enraizam no chão.
Cajado.
Pernas brancas.
Você ali sentado,
Livro junto aos olhos,
Quase cego.
Ali te vejo, querido,
Onça no chão,
Poltrona,
E todo este mundo que te rodeia: livros.
Querido que eu adorava,
De longe...
Como seduzí-lo se a vingança viria a cavalo?
Assim eu ficava, pequenininha,
A olhar teus olhinhos pequeninos atrás das lentes.
Tuas pernas,
raiz branca na terra de Araruama,
Pernas que me levavam a passear no amanhecer.
Potira,
e quem mais não lembro!
Mas sei que no fundo do meu coração,
Na minh’alma,
Lá está você,
Raiz.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário